Paróquia Nossa Senhora da Conceição Imaculada

     Comandada pelos Verbitas (Missionários do Verbo Divino)

“Tudo começou com a escolha do terreno e de quem seria a responsabilidade da nova paróquia”, relata Dona Maria dos Anjos, membro da comunidade que acompanhou todo o processo de fundação da Imaculada.
A congregação dos Pavonianos, responsável pela Paróquia São Sebastião, e os Verbitas queriam a responsabilidade pelos fiéis do setor central. A ideia inicial era construir uma capela, cujo nome seria São Pedro, a cargo da paróquia São Sebastião. Isso se o local de construção fosse o lado leste do Setor Central.

A “disputa”, segundo Dona Maria, ganhou repercussão na mídia, sendo noticiada pela imprensa local, inclusive pela Rede Globo. O nome Imaculada Conceição foi escolhido, logo após confirmada a escolha de um terreno do lado oeste do Setor Central. Surgia, assim, uma nova paróquia, sob o comando dos Verbitas.

As reuniões para discutir como conseguir o terreno e como realizar a construção aconteceram na casa da Dona dos Anjos, ainda em 1985. Essas reuniões eram freqüentadas por membros da comunidade, pelos padres responsáveis e por membros da Administração do Gama. No dia 20 de março de 1985, a paróquia já tinha seu nome definido.

Dois anos depois, em maio de 1987, a administração confirmou a área do terreno a ser ocupado, e, por fim, no dia 21 daquele mesmo mês, o documento foi impresso, definindo a área de 200 metros quadrados. Posteriormente, alguns metros a mais foram conquistados. Tudo isso é relatado, com exatidão, por Dona Maria dos Anjos.

De modo a viabilizar a construção, foi conduzida uma campanha que recebeu o nome de “Campanha do Tijolo”. Foram divididas equipes com membros de todas as idades nas ruas, pedindo a colaboração das pessoas que pudessem doar tijolos. Havia inclusive um carnê com um quadrado, em que cada pessoa marcava quantos tijolos poderia doar.

Na primeira busca, foram arrecadados quatro milheiros de tijolos. A campanha foi um sucesso. Os tijolos que sobraram e ainda foram suficientes para construir uma das Comunidades da Ponte Alta.  Para concluir a construção, já que a sede da paróquia não é feita só de tijolos, a organização de eventos, como galinhadas, bingos e churrascos arrecadou os recursos que faltavam.  As primeiras missas foram celebradas em um salão perto da panificadora Aline.

Depois de muita luta, foi celebrada a primeira missa, já como membros da paróquia Imaculada Conceição, no dia 15 de outubro de 1989.  No dia 8 de dezembro de 1990, foi celebrada uma missa em comemoração pelo recebimento oficial do terreno, na pedra fundamental. A pedra se encontra enterrada abaixo do altar, com os carnês utilizados para conseguir tijolos.

Essa Missa foi realizada no local onde estavam sendo levantadas as paredes de onde hoje se localiza o auditório da Paróquia. Depois de pronto, Padre Guilherme chamava o local de Babilônia.

A nomeação como Paróquia ocorreu no dia 21 de novembro de 1992 e, no dia 8 de dezembro de 1993, foi consagrada à Imaculada Conceição. Com a independência da Paróquia, o Padre Guilherme, de origem alemã e um grande articulador na construção, disse: o muro de Berlim foi derrubado.  Agora contamos com o lado ímpar do setor para construir a nossa paróquia. Outra frase marcante dele é a seguinte: “Cada tijolo representa uma pessoa da Comunidade, um filho amado de Deus”.

Um caso interessante nos foi narrado por Dona dos Anjos: “O sacrário até hoje utilizado na Paróquia, que veio de São Paulo, foi um presente dado por uma família, que se mudou da comunidade.

Quando o Sacrário chegou à Paróquia, foi colocado pelo pedreiro em uma parede de um metro e meio, mas um detalhe não foi percebido: ele estava de cabeça para baixo. Eu, que estava presente na construção, logo percebi e pedi que o pedreiro o invertesse imediatamente. O padre Guilherme jamais soube deste fato”.